Dica Ambiental #24

Peças reconstruídas … que impacto ambiental provoca no sector automóvel?

A evolução constante que ocorre nos negócios é uma realidade também no sector da reparação automóvel. Desde há uns anos que assistimos à comercialização de peças que não são originais sendo muitas delas reconstruídas e este facto tem várias repercussões a nível ambiental.

Nem tudo o que deixa de ter utilidade numa oficina passa a ser resíduo (contrariando a definição de resíduo) e muitas peças usadas são um recurso que, após sofrer algumas transformações (as peças usadas são desmontadas e testadas, sendo os componentes de maior desgaste substituídos por novos), pode ser reintroduzido na cadeia. A discussão à volta da qualidade das peças reconstruídas fica para os especialistas na matéria. No entanto, os impactes ambientais desta “nova actividade”, sobretudo os positivos, não são de desprezar, nesta altura em que já se assiste a um bom nível de profissionalismo.

Quando falamos da reconstrução e/ou reutilização de peças automóvel, sejam elas de plástico (para choques e outros componentes), sejam peças metálicas (sistemas de direcção, bombas de direcção, …) ou até peças mecatrónicas, por trás está uma considerável redução no consumo de matérias primas (metais, petróleo, minérios …) e de energia (transformação e transporte), sendo a pegada ecológica consideravelmente menor do que a associada ao fabrico das peças de raiz.

A crescente confiança dos consumidores neste tipo de peças e o profissionalismo de quem de dedica a esta actividade é um bom impulso para o desenvolvimento deste mercado mas sem dúvida que um “empurrão” por parte de quem elabora as políticas de incentivos por boas práticas ambientais é muito bem vindo. O consumidor que opta por este tipo de soluções e assim contribui para “desonerar” o ambiente deveria ser compensado, neste caso através de uma espécie de “ecovalor” negativo (beneficio fiscal). Este tema está a ser estudado ao nível da União Europeia.

Neste momento, o papel das oficinas é sobretudo o de informar os seus clientes e sensibilizá-los para esta realidade.

Seja protagonista de um melhor futuro.

Saiba mais na próxima dica.

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